quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Quando assumo algo, é para valer"


Presidente Dieter F. Uchtdorf



Alguns pecados são cometidos porque fazemos coisas erradas, outros, porque não fazemos nada. Quando estamos apenas meio comprometidos com o evangelho podemos sentir frustração, infelicidade e culpa. Isso não deve acontecer conosco, porque somos um povo do convênio. Fazemos convênios com o Senhor quando somos batizados e quando entramos na casa do Senhor. Os homens fazem convênios com o Senhor quando são ordenados ao sacerdócio. Nada pode ser mais importante do que o cumprimento de um compromisso que assumimos com o Senhor. Lembrem-se da resposta que Raquel e Lia deram a Jacó no Velho Testamento. Foi algo simples e direto que mostrava o comprometimento delas: “Faze tudo o que Deus te mandou” (Gênesis 31:16).
Os que estão apenas meio comprometidos só podem meio que esperar receber as bênçãos de testemunho, alegria e paz. As janelas do céu podem só meio que se abrir para eles. Não seria tolice pensar: “Vou me comprometer só 50 por cento agora, mas quando Cristo aparecer na Segunda Vinda, vou me comprometer 100 por cento?”
O compromisso de cumprir nossos convênios com o Senhor é fruto de nossa conversão. O comprometimento com nosso Salvador e Sua Igreja edifica nosso caráter e fortalece nosso espírito, de modo que, quando nos encontrarmos com Cristo, Ele nos abraçará e dirá: “Bem está, servo bom e fiel” (Mateus 25:21).
Há uma diferença entre intenção e ação. Aqueles que somente têm a intenção de comprometer-se encontram desculpas a todo o momento. Aqueles que realmente se comprometem encaram os desafios e dizem a si mesmos: “Sim, esse seria um bom motivo para procrastinar, mas fiz convênios, por isso farei o que me comprometi a fazer”. Eles examinam as escrituras e buscam sinceramente a orientação do Pai Celestial. Aceitam e magnificam seus chamados na Igreja. Assistem às reuniões. Fazem visitas de mestre familiar e professoras visitantes.
Um provérbio alemão diz: “As promessas são como a lua cheia. Se não forem cumpridas de imediato, vão minguando dia a dia”. Como membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, comprometemo-nos a trilhar o caminho do discipulado. Comprometemo-nos a seguir o exemplo de nosso Salvador. Imagine como o mundo seria abençoado e muito melhor se todos os membros da Igreja do Senhor vivessem à altura de seu verdadeiro potencial — convertidos do fundo da alma e comprometidos a edificar o reino de Deus.
De algum modo, cada um de nós está passando por um momento de decisão, ao contemplar a água. É minha oração que tenhamos fé, sigamos em frente, enfrentemos nossos temores e nossas dúvidas com coragem e digamos a nós mesmos: “Quando assumo algo, é para valer!”

domingo, 24 de julho de 2011

Recebendo meu chamado!


O meu chamado foi entregue para mim, no dia 02 de julho, fui buscá-lo com o Pres. Mayer na Ala Itajaí II. Abri em casa com a minha família. Na verdade estavam no dia minha mãe, minhas amigas Clara e Lucélia e via Webcam estavam a Vanessa, Karla Najera e Douglas.
Desde que eu comecei a me preparar para a missão eu desejei muito servir na missão Brasil Manaus. Se eu pudesse escolher um lugar para servir missão em todo o mundo, eu escolheria a missão Brasil Manaus. Eu comentei com alguns amigos sobre isso também. E esta missão era o palpite de muita gente. 


Quando eu abri o chamado e tirei a carta eu sabia o que iria ler lá. Eu tinha certeza de que seria chamada para a missão Brasil Manaus. E foi justamente o que eu li. Missão Brasil Manaus. Eu fiquei tão emocionada e feliz que eu só conseguia dizer “Manaus, Manaus, Manaus”.

E meu coração só conseguia agradecer ao Senhor por mais uma vez ter ouvido a mim, e atendido meu pedido. Estou mesmo feliz por minha futura missão.
Eu sei que quando confiamos no Pai Celestial ele nos ajuda, ele nos ouve e age em nossas vidas. Todos os momentos em que busquei saber a vontade Dele, Ele me atendeu. E eu tenho um forte testemunho a respeito de 1 Néfi 3:7, o Senhor SEM-PRE prepara um meio a fim de que suas ordens se cumpram. Ele tem preparado os meios para minha missão, e eu sei que estará sempre preparando os meios enquanto a minha vida tiver como foco os mandamentos que Ele me deu. Se o Salvador aparecesse para mim agora eu não saberia mais do que eu sei sem vê-lo de que Ele é real, de que Ele ressuscitou e vive. Em nome de Jesus Cristo. Amém. 

sábado, 23 de julho de 2011

"O Divino Chamado de um Missionário"

Esse discurso foi proferido pelo Élder Ronald A. Rasband, da Presidência dos Setenta, durante a Conferência de Abril de 2010 e explica como é feita a designação dos missionários para o campo de trabalho.
O Senhor precisa que todo rapaz que tenha capacidade se prepare e renove seu compromisso, a partir de hoje à noite, de ser digno de um chamado do profeta de Deus para servir em missão.



Meus queridos irmãos do sacerdócio, gostaria de falar-lhes sobre o serviço missionário. Dirijo minhas palavras a este enorme exército de rapazes que possuem o Sacerdócio Aarônico e que estão reunidos no mundo inteiro, assim como a seus pais, a seus avós e aos líderes do sacerdócio que zelam por eles.
A obra missionária é um assunto que amo do fundo do coração, tal como acontece com todos os membros dos oito Quóruns de Setenta a quem o Senhor encarregou de irem “adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir”.1 A obra missionária é o sangue vital da Igreja e a bênção salvadora para todos os que aceitam sua mensagem.
Quando o Mestre ministrou entre os homens, chamou pescadores da Galileia e os convidou a largar as redes e a segui-Lo, dizendo: “Eu vos farei pescadores de homens”.O Senhor chamou homens humildes, para que, por meio deles, outros ouvissem as verdades de Seu evangelho e se achegassem a Ele.
Em junho de 1837, o Profeta Joseph Smith chamou o apóstolo Heber C. Kimball para servir em uma missão na Inglaterra. O chamado do Élder Kimball veio quando os dois estavam no Templo de Kirtland, e Joseph disse com autoridade divina: “Irmão Heber, o Espírito do Senhor sussurrou para mim: ‘Que meu servo Heber vá para a Inglaterra e proclame Meu evangelho e abra a porta da salvação para aquela nação’”.3
Esse sussurro do Espírito é um exemplo de como o Senhor chama Seus servos para enviá-los como missionários ao campo de trabalho.
Atualmente, os missionários trabalham de dois em dois, conforme determinado pelo Senhor, levando essa mesma mensagem, com o mesmo chamado divino para servir que receberam do profeta de Deus. Nosso profeta, o Presidente Thomas S. Monson disse o seguinte a respeito dos que são chamados a servir: “A obra missionária é uma oportunidade única em nossa vida. As bênçãos da eternidade os aguardam. É um privilégio para nós não sermos apenas espectadores, mas, sim, protagonistas no palco do sacerdócio”.4
O palco é de vocês, meus queridos rapazes do Sacerdócio Aarônico. Vocês estão prontos e dispostos a desempenhar seu papel? O Senhor precisa que todo rapaz que tenha capacidade se prepare e renove seu compromisso, a partir de hoje à noite, de ser digno de um chamado do profeta de Deus para servir em missão.
Lembro-me, com muito apreço, da grande alegria que toda nossa família sentiu, quando dois de nossos filhos receberam seu chamado para servir como missionários de tempo integral. Sentimos o coração cheio de entusiasmo e expectativa, enquanto cada um abria sua carta especial do profeta de Deus. Nossa filha, Jenessa, foi chamada para a Missão Michigan Detroit, nosso filho Christian, para a Missão Rússia Moscou Sul. Que experiências comoventes e emocionantes, todas ao mesmo tempo!
Quando minha mulher e eu tivemos o privilégio de presidir a Missão Nova York Nova York Norte, há vários anos, eu me maravilhava quando os missionários chegavam à cidade de Nova York.
Ao entrevistá-los, no primeiro dia de missão, eu sentia uma profunda gratidão por todos os missionários, individualmente. Sentia que seu chamado para nossa missão lhes fora divinamente determinado, assim como meu chamado para presidente da missão.
Terminada nossa tarefa na missão, fui chamado pelo Presidente Gordon B. Hinckley para servir na Igreja como Setenta. Parte de meu treinamento inicial como Autoridade Geral incluía uma oportunidade de sentar-me com os membros dos Doze, quando chamavam missionários para servir em uma das mais de 300 missões desta grande Igreja.
Com o incentivo e a permissão do Presidente Henry B. Eyring, gostaria de relatar-lhes uma experiência pessoal, muito especial para mim, que tive com ele há vários anos, quando ele era membro do Quórum dos Doze. Todo apóstolo possui as chaves do reino e as exerce sob a direção e designação do Presidente da Igreja. O Élder Eyring estava designando missionários para o campo de trabalho e, como parte de meu treinamento, fui convidado a observar.
Reuni-me com o Élder Eyring cedo, certa manhã, em uma sala onde várias telas grandes de computador estavam preparadas para a sessão. Havia também um funcionário do Departamento Missionário indicado para ajudar-nos naquele dia.
Inicialmente, ajoelhamo-nos todos em oração. Lembro-me do Élder Eyring usando palavras muito sinceras, pedindo ao Senhor que o abençoasse para saber “perfeitamente” para onde os missionários deveriam ser enviados. A palavra “perfeitamente” dizia muito com referência à fé que o Élder Eyring demonstrava naquele dia.
Ao iniciar-se o processo, uma fotografia do missionário a ser enviado aparecia em uma das telas do computador. Quando cada foto aparecia, era para mim como se o missionário estivesse na sala conosco. O Élder Eyring, então, cumprimentava o missionário com sua voz bondosa e cativante: “Bom dia, Élder Silva ou Síster Junqueira. Como vai hoje?”
Ele me disse que gostava de ponderar sobre onde o missionário realizaria sua missão. Isso o ajudaria a saber para onde deveriam ser enviados. O Élder Eyring estudava, então, os comentários dos bispos e presidentes de estaca, as anotações médicas e outras questões relativas a cada missionário.
Encaminhava-se, então, para outra tela que apresentava áreas e missões do mundo inteiro. Finalmente, conforme era guiado pelo Espírito, ele designava o missionário para seu campo de trabalho.
De outros membros dos Doze, fiquei sabendo que esse método geral é utilizado todas as semanas, à medida que os apóstolos do Senhor designam inúmeros missionários para servir no mundo inteiro.
Tendo servido como missionário em meu próprio país, na Missão dos Estados do Leste dos Estados Unidos, havia vários anos, fiquei extremamente emocionado com essa experiência. Além disso, tendo servido como presidente de missão, senti-me grato por receber no coração um testemunho adicional de que os missionários que recebi na cidade de Nova York tinham-me sido enviados por revelação.
Depois de designar alguns missionários, o Élder Eyring virou-se para mim, enquanto ponderava quanto a determinado missionário e disse: “Então, irmão Rasband, para onde acha que esse missionário deve ir?” Fiquei surpreso! Sugeri em voz baixa ao Élder Eyring que eu não sabia e que não sabia como poderia saber. Ele olhou-me diretamente e disse apenas: “Irmão Rasband, preste mais atenção, e você também poderá saber!” Com isso, empurrei minha cadeira para um pouco mais perto do Élder Eyring e da tela do computador e realmente prestei muito mais atenção!
Enquanto o processo prosseguia, algumas outras vezes o Élder Eyring se voltou para mim e disse: “Bem, irmão Rasband, para onde acha que este missionário deve ir?” Eu indicava uma determinada missão, e Élder Eyring olhava para mim pensativamente e dizia: “Não, não é essa!” Ele, então, continuava a designar os missionários para onde havia sido inspirado a enviá-los.
Quando estávamos nos aproximando do fim daquela reunião de designações, apareceu na tela a fotografia de certo missionário. Senti uma forte inspiração, a mais forte de toda a manhã, de que o missionário que tínhamos diante de nós deveria ser enviado para o Japão. Eu não sabia que o Élder Eyring ia perguntar-me a respeito daquele missionário, mas, surpreendentemente, ele o fez. Com bastante hesitação e humildade, eu lhe disse: “Japão?” O Élder Eyring respondeu imediatamente: “Sim, vamos para lá”. As missões do Japão apareceram na tela do computador. Eu soube imediatamente que o missionário deveria ir para a Missão Japão Sapporo.
O Élder Eyring não me perguntou o nome exato da missão, mas designou aquele missionário para a Missão Japão Sapporo.
No fundo de meu coração, fiquei profundamente tocado e grato ao Senhor por permitir-me sentir a inspiração de saber para onde o missionário deveria ir.
Ao término da reunião, o Élder Eyring prestou-me seu testemunho do amor que o Salvador tem pelos missionários designados a ir pelo mundo para pregar o evangelho restaurado. Ele disse que é devido ao grande amor do Salvador que Seus servos sabem onde esses maravilhosos rapazes e moças, missionários seniores e casais de missionários mais idosos devem servir. Naquela manhã, recebi mais um testemunho de que todo missionário chamado nesta Igreja, sendo designado ou transferido para determinada missão, é chamado por revelação do Senhor Deus Todo-Poderoso por meio de um desses Seus servos.
Concluo com as palavras do Senhor aos irmãos Whitmer, que desempenharam um importante papel nos primeiros dias da Restauração. Eles foram testemunhas das placas de ouro, e seu depoimento assinado consta nas páginas iniciais de cada exemplar do Livro de Mórmon. Estavam entre os primeiros missionários chamados por um profeta de Deus, em 1829, para pregar o evangelho do Senhor Jesus Cristo.
No prefácio da seção 14 de Doutrina e Convênios, é declarado: “Três dos filhos de Whitmer, tendo recebido testemunho da autenticidade da obra, tornaram-se profundamente preocupados quanto a suas obrigações individuais”.
A John e Peter Whitmer Jr. o Senhor disse o seguinte: “Pois muitas vezes desejaste saber de mim o que seria de maior valor para ti”.5
Suponho que muitos de vocês, rapazes, já se fizeram a mesma pergunta. Aqui está a resposta do Senhor. “E agora, eis que eu te digo que a coisa de maior valor para ti será declarar arrependimento a este povo, a fim de trazeres almas a mim e descansares com elas no reino de meu Pai.”6
Nesta época de sua vida, um chamado do Senhor para a missão, meus jovens amigos, é a obra mais importante que vocês podem realizar. Preparem-se agora, vivam retamente, aprendam com sua família e com os líderes da Igreja. Venham e juntem-se a nós na edificação do reino de Deus na Terra — aceitem seu divino encargo em “tão grande causa”.7 Essa é minha humilde oração, em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

1. Lucas 10:1.
2. Mateus 4:19.
3. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 343.
4. Thomas S. Monson, “Para que Todos Ouçam”, A Liahona, julho de 1995, p. 51.
5. Doutrina e Convênios 15:4; 16:4.
6. Doutrina e Convênios 15:6; 16:6.
7. Doutrina e Convênios 128:22.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Alguns fragmentos do Diário...



Sete de junho de 2011...
Peguei a praiana e fui para Itajaí, falei com a Thaína e com a Priscila e depois fui até a casa do presidente Silva e consegui enviar meu chamado, mesmo com alguns problemas na internet. (...) Foi incrível, uma sensação inacreditável, sem explicação! Hoje meu testemunho sobre o que estou fazendo foi fortalecido, eu sei que é isso mesmo que o Senhor espera de mim agora!

Oito de junho de 2011...
Recebi um email do Pres. Silva que dizia o seguinte: Olá Cintia... a sua recomendação está sendo processada em tempo recorde... Isso mesmo... Ela já está em SLC... é a primeira recomendação eletrônica que chega em SLC em menos de 24h depois... Quem sabe o chamado será enviado em tempo recorde também!  

Quinze de junho de 2011
E para aumentar minha ansiedade recebi um novo email do Pres. Silva: Olá Cintia... Comece a arrumar as malas que o sua carta de chamado já foi enviada... sua recomendação foi a mais rápida desde que começamos a utilizar o chamado eletrônico... todo  processo de preencher, enviar a presidência de área, enviar a primeira presidência e enviar a carta de chamado, durou exatos 48h... Tempo recorde!!
No chamado eletrônico consta que a sua carta de chamado foi enviada dia 10/06... deste dia em diante, normalmente a carta chega em duas ou três semanas... Vamos aguardar!


Depois deste email eu já tinha sido designada para alguma missão... Estou tão emocionada, algo indescritível, fiquei trêmula, é maravilhoso saber que eu já tenho um lugar designado para mim. Estou bem feliz e continuo ansiosa. Eu amo o meu Salvador. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

É preciso ter oposição!


Quando se escolhe fazer o que é certo, é preciso saber que a oposição também irá acontecer...


Fui à capela e encontrei o bispo, disse a ele que gostaria de conversar e ele disse que precisava mesmo conversar comigo. Quando entramos no bispado ele me perguntou:  “Será que não queremos falar sobre a mesma coisa?” Eu pedi que ele começasse a falar, então ele me perguntou “Cíntia, você não gostaria de servir uma missão?” 
Eu fiquei tão feliz. 
Era como se Jesus Cristo estivesse me chamando naquele momento. Eu disse que era justamente sobre isso que eu gostaria de conversar. E então neste dia fizemos a meta de enviar meu chamado. 
Se o próprio Salvador tivesse aparecido para mim naquele momento, no lugar do meu querido bispo, eu não saberia com maior certeza do que soube, que Ele queria que eu fizesse uma missão.
Depois da conversa com o bispo começaram meus preparativos.
Primeiro contei minha decisão para minha família e apesar de eles não desejarem o mesmo que eu, talvez por não serem membros da igreja, do jeitinho deles, me apoiaram. E até hoje apóiam, sabem que isso é o melhor para mim agora. Eu pensei que a minha maior dificuldade seria com minha família. Mas não foi.
Minha primeira consulta médica foi um fracasso. O médico se recusou a me examinar. Maldisse a igreja e foi muito triste. Eu fiquei indignada, mas não foi isso que me fez desistir. Eu fiz uma oração, eu disse ao Senhor que eu queria muito fazer a vontade Dele, mas que eu já tinha feito tudo o que eu podia até aquele momento, pedi que Ele fizesse a parte Dele preparando um caminho para que eu pudesse ter a minha consulta médica. Decidi ir até Jaraguá do Sul consultar um médico do convênio que minha família tem lá na cidade. Consegui uma folga de dois dias  no trabalho, e em um dia eu fiz todos os exames, tomei quatro vacinas e consegui tudo o que eu precisava para finalmente enviar à Presidência da Igreja o meu desejo de servir. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como tudo começou...

Eu fui batizada na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no dia 14/07/2007. E foi um dia muito feliz. As sísteres organizaram o meu batismo (Sister Najera e Sister Brigs), elas eram ótimas. Me ensinaram tudo com muito amor e dedicação. E eu desejei ser como elas, ajudar as pessoas como elas me ajudaram, mas eu precisava completar 21 anos e isso parecia estar bem longe. Então eu comecei a participar das reuniões, conheci pessoas maravilhosas na Igreja, na ala em que eu freqüento até hoje, a querida ala Camboriú, e também em outras alas. Fiz amigos para a eternidade, fui muito ajudada e também pude ajudar muito. Conheci mais a respeito do significado da vida, do motivo pelo qual estamos aqui nesta Terra, conheci mais sobre o meu Salvador Jesus Cristo e sobre meu Pai Celestial. Aprendi a ser grata a Eles e aos profetas que fazem apenas a vontade do Pai nesta Terra. Conheci o templo e as bênçãos prometidas às pessoas que o freqüentam. Eu amo o templo de Curitiba!
Eu também cometi alguns erros como todas as pessoas que reconhecem que precisam ser lapidadas cometem. E de todos os meus erros eu acredito que o pior deles tenha sido o fato de que eu me esqueci do sentimento que tive no batismo de ser como eram as queridas sísteres que me ensinaram, de ser uma missionária. Este sentimento sempre esteve no coração, mas talvez por medo eu tenha permitido que ele adormecesse. Eu fazia sempre metas muito distantes de mim.
Mas o Senhor é um Pai muito zeloso e não permitiu que este sentimento permanecesse adormecido. O ano de 2010 acabou e 2011 começou, mas eu não estava esperançosa e feliz. Eu tinha tudo o que eu queria ter. Tinha a minha faculdade, minha família feliz, tinha meu trabalho, nem tudo era perfeito, mas eu tinha tudo o que eu precisava. Mesmo assim, meu coração estava triste e meus pensamentos distantes de mim. Eu não sabia se deveria trocar de emprego, fazer novos cursos, novos amigos, não sabia se deveria me concentrar em outros horizontes. Até conversar com um bom amigo que me fez lembrar do meu sentimento de ser uma missionária e foi aí que eu descobri o que faltava para minha vida.

Conversei com este amigo em um sábado à noite, e neste dia fiz uma oração ao Senhor e disse pra Ele que eu queria ser uma missionária, que eu tinha me decidido por este caminho e que precisava da confirmação Dele. No dia seguinte, domingo, eu fui à Igreja para um serão com o Élder Perry. No meio do serão eu comentei com um amigo, hoje Élder Fernandes, que eu precisava servir missão, ele me respondeu dizendo para eu ir, eu disse que não tinha coragem e neste mesmo momento o Elder Perry disse “jovens, tenham a coragem para levarem as pessoas à verdadeira fé em Cristo”. Eu olhei para o telão não acreditando no que ouvira, e quando olhei para meu amigo ele estava olhando para mim, muito espantado. Quando o serão terminou, ele citou várias escrituras para me incentivar. E eu já tinha recebido minha resposta.
No dia seguinte, segunda-feira, uma amiga me disse que a melhor coisa para um missionário é voltar com uma faculdade esperando. Que eu lembraria das coisas com maior facilidade e contou algumas experiências pessoais. Foi mais uma confirmação. Eu já tinha certeza!